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SAPATINHO VERMELHO E OS SETE ANÕES | Uma emulação estranhamente divertida (Crítica)

Em 1937, a Disney lançou o que muitos consideram a versão definitiva do conto de fadas Branca de Neve e os Sete Anões. É certamente a versão que a maioria de nós pensa quando falamos sobre a fábula lendária e chega até ser estranho vermos outros longas que abordem uma história igual deste grande clássico.

Cena da animação Sapatinho Vermelho e os Sete Anões / Paris Filmes

Por conta disso, os produtores de Sapatinho Vermelho e os Sete Anões resolveram criar um conto de fadas fragmentado, muito no mesmo estilo de Shrek. A escrita é inteligente, a história acaba sendo original, mas o mundo é bem familiar. O filme animado não perde tempo construindo mundos, e nem precisa. Os escritores preferiram se concentrar nos personagens e cada um dos sete príncipes recebem personalidades e defeitos distintos, fazendo com que o público comece a se preocupar com cada um deles à medida que aprendem e crescem. 

Branca de Neve é ​​uma mulher forte e confiante que pode se defender contra os homens, mas que também tem um crescimento pessoal para fazer. As piadas são bem escritas e até os adultos vão rir bastante, principalmente com o Príncipe Average e o Espelho Magico, que são particularmente hilários.

No que diz respeito à mensagem do filme, demora um pouco para chegar aonde ele está tentando chegar. Por volta da primeira metade do longa animado, a mensagem de aceitação do corpo pode parecer um pouco confusa e em alguns pontos quase contraditória. A Sapatinho Vermelho é vista como uma menina linda porque ela é alta, com cabelo preto, olhos e lábios grandes. Enquanto calça os sapatos, ela percebe como as pessoas a tratam de maneira diferente e quando ela está em seu corpo transformado magicamente, as pessoas são gentis e prestativas, até mesmo saindo de seu caminho para lhe dar coisas de graça. 

Cena da animação Sapatinho Vermelho e os Sete Anões / Paris Filmes

Quando ela tira os sapatos, ela é baixinha e gordinha. Como seu verdadeiro eu, ela é ignorada na melhor das hipóteses e na pior intimidada. Embora goste do tratamento especial que o fato de ser bonita lhe confere, ela também expressa não se sentir como ela mesma neste novo corpo e sente falta da força que tinha que falta em seu corpo frágil. O comentário aqui é realmente como o mundo trata as pessoas de maneira diferente com base em suas aparências externas. Branca de Neve e o Príncipe Merlin precisam aprender à sua maneira a amar a si mesmos e a amar o verdadeiro eu da pessoa, não sua aparência. Acho que, para as crianças, essa é uma história comovente sobre autoaceitação e que as aparências não importam.

É perfeito? Não. Pode-se questionar alguns dos detalhes mais sutis das mensagens do filme, com certeza. Mas em um nível superficial, que é realmente o que as crianças vão tirar disso de qualquer maneira, eu acho esta é uma história comovente sobre autoaceitação e que as aparências não importam.

Cena da animação Sapatinho Vermelho e os Sete Anões / Paris Filmes

De forma geral, Sapatinho Vermelho e os Sete Anões é um ótimo ponto de partida para discussões sobre beleza convencional, autoaceitação e amar as pessoas pelo que elas são. Na falta de muito conteúdo questionável, a animação é recomendadíssima  para se divertir e rir muito, as crianças vão gostar da magia e da tolice, enquanto os adultos vão apreciar algumas piadas inteligentes e uma história original. 


Trailer:

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