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TITANS | Crítica da 3ª temporada




Após tentar apresentar uma história de origem para seus quatro protagonistas em sua temporada de estreia e enfrentar um de seus principais vilões na 2ª temporada, a série Titans traz em sua 3ª temporada, um conflito interno da equipe, uma vez que desde o início de sua divulgação, sabíamos da introdução do Capuz Vermelho.

Aos desinformados, a encarnação mais famosa do vilão/anti-herói é Jason Todd, segundo Robin, que foi morto cruelmente pelo Coringa em um dos arcos mais famosos do Batman nos quadrinhos, chamado "Morte em Família".

As semelhanças param por aqui, pois em Titans, após ser confrontado por Dick Grayson (Brenton Thwaites), que acabara de descobrir que Bruce Wayne (Iain Glen) já estava pesquisando outro jovem para substituir Jason (Curran Walters), confirmamos que essa versão do Morcego é de longe a mais frustrante e mal apresentada em live-actions, perdendo até para o Bat-Clooney, ao sucumbir em depressão, matar o Coringa e tentar se matar. 

Também frustrante, e espero que agora enfim tenha se resolvido, é a trama de origem de Estelar (Anna Diopp), que vem se estendendo de forma lenta e enrolada desde a 1ª temporada.

Ravena (Teagan Croft) demorou a dar as caras nessa temporada, uma vez que estava em Themyscira sendo treinada pelas amazonas, mas quando surgiu, já apareceu uma personagem pronta para maiores desafios, com maior controle e entendimento sobre seus poderes, é sem dúvidas a personagem que mais evoluiu desde o começo da série.

Em grande parte dessa temporada, Mutano (Ryan Potter) foi mais coadjuvante do que protagonista, ajudando nos arcos de Estelar, Capuz Vermelho e finalmente de Dick Grayson. Ele conseguiu uma nova transformação, mas ainda bem pouco para o que esperamos dele. Quem sabe na próxima temporada ele consiga evoluir mais, agora que Ravena está de volta e pronta para ajudá-lo.

Agora o grande protagonista de Titans, Dick Grayson. Resumidamente, a série poderia se chamar Asa Noturna, já que o personagem é o foco total e absoluto desde o início do show, seja através de sua jornada para se transformar de Robin a Asa Noturna, seja os seus traumas e assuntos mal resolvidos com Bruce. Essa 3ª temporada trouxe também o encerramento desse "drama", o que junto ao fim da origem de Estelar e desenvolvimento de Ravena, traz uma grande expectativa em torno do futuro dos Titans.

Essa temporada foi basicamente um minishow do Batman sem o Batman. Apesar da ótima atuação de Vincent Kartheiser como Espantalho, ele pareceu um vilão insuficiente para enfrentar uma equipe composta, especialmente, por Estelar e Superboy, não fazendo sentido ele como grande antagonista.

Toda a construção de Jason Todd, desde a introdução como Robin e sua jornada como Capuz Vermelho, são sem dúvidas o grande acerto da série até agora. Curran Walters se mostrou um interprete fenomenal para o personagem. 

As coreografias de luta seguem o padrão que já conhecemos, então continua sendo um ponto positivo em Titans. A fotografia da série é ótima, e a representação de Gotham está bem feita.

Como não podemos deixar um universo com o Batman sem um Robin, Tim Drake (Jay Lycurgo) foi apresentado e veio bastante fiel aos quadrinhos, se mostrando um ótimo detetive, empolgado e fascinado pelo Batman e Robin, e pronto para assumir o manto, claro, após passar por um longo e intenso treinamento.

No geral, essa 3ª temporada de Titans conseguiu ser satisfatória. Pois embora ela aparente ser uma série do Asa Noturna e siga com alguns vícios do passado, ela finalmente parece amarrar algumas pontas e soltar alguns nós que já deveriam ter sido resolvidos, o que abre suas asas para voar mais alto futuramente. Além disso, os atores dão vida muito bem aos quadrinhos e conseguem trazer evolução a trama, mesmo que de forma lenta e gradual.

Nota: 3,5/5




Trailer:


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