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Review do game Need for Speed Unbound



Os jogos da franquia Need for Speed sempre foram bastante populares, o game Underground e Hot Pursuit fizeram um enorme sucesso com sua combinação de visuais noturnos elegantes em corridas de estilo arcade. Agora a Electronic Arts traz em Need for Speed Unbound uma área totalmente aberta e cheia de eventos com tráfego, itens colecionáveis ​​e policiais para escapar em uma trilha sonora repleta de hip hop e floreios visuais. O game tem bons aspectos e absolutamente mantem o interesse durante a campanha com carros novos e mais rápidos para dirigir conforme você progride, mas alguns problemas tiram a experiência do que poderia ser um grande jogo.

A primeira impressão que temos com Need for Speed Unbound não é de entusiasmo, provavelmente devido ao fracasso na experiência com os lançamentos recentes da franquia. O jogo segue uma linha muito mais exigente em termos de sutileza de controle, especialmente no carro de alta potência que você obtém inicialmente, foi muito fácil perder o controle nas curvas e isso faz com que você aceite a necessidade de aprender o estilo de corrida que o jogo quer e ir ajustando o manuseio dos carros para se adequar ao seu estilo. Após essa refinada o controle do carro fica mais fácil e ao mesmo tempo bem desafiador, sendo o suficiente para ser recompensado com o que o game propõe, fazendo um desses modos algo fantástico em Need for Speed Unbound.

O modo campanha do jogo é dividido em quatro semanas de condução em Lakeshore, cada dia dividido em sessões diurnas e noturnas e a semana culminando em um evento de qualificação para finalmente entrar no Lakeshore Grand, a corrida definitiva para ganhar glória e fama. Cada dia e noite terá uma grande variedade de eventos para competir, como corridas, eventos de drift e takeovers (onde você exibe combinações de drifts, saltos e quebra de alvos), permitindo que você escolha sua forma preferida de competir.

Em termos de jogabilidade, vale destacar que quanto mais eventos você fizer em um único dia, mais atenção receberá dos policiais e a corrida por grandes recompensas aumenta seu nível de calor, então há um risco/recompensa constante acontecendo que mantém as coisas tensas. Ganhar muito dinheiro apenas para perder os ganhos do dia inteiro quando você é preso pela polícia à noite parece horrível, mas é uma maneira eficaz de incentivá-lo a encontrar maneiras melhores de despistar a polícia ou talvez ser um pouco mais considerado com quantos eventos dos quais você participa em um determinado dia.

Esse ponto com os policiais particularmente para mim são um dos pontos fracos em Need for Speed Unbound. Eles são bem persistentes em te perseguir nas ruas de Lakeshore e as coisas ficam mais fáceis à medida que seu carro fica mais rápido, mas nos primeiros dias se você acumular um nível de calor decente pode parecer quase impossível despistar eles. Os personagens e o diálogo que você precisa ouvir enquanto dirige, eu definitivamente achei irritante, pois era difícil ter tanta simpatia durante as corridas por um bando de garotos invadindo as ruas, destruindo os carros das pessoas e depois se exaltando sobre os policiais e se ousando ao tentar interromper suas corridas de rua.

No meio desse marasmo existencial, temos a estética do game que é algo bem divisivo, mas pessoalmente adorei a maneira como ela se prende a uma vibração muito específica com um estilo visual semirrealista, fora ainda que o jogo tem o modo Lakeshore Online, que é totalmente separado do modo campanha com saldo de dinheiro e garagem separados. Você pula em uma cidade online, dirige para os eventos e convida os outros jogadores da cidade para competir. 

No geral, Need for Speed Unbound é uma boa revigorada na popular franquia de corrida da Electronic Arts, mesmo com as perseguições policiais repetitivas e as vezes tediosas o game tem enorme potencial para personalização, permitindo que você jogue os eventos que desejar.

Nota: 4/5
Trailer:


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