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Review do game Company of Heroes 3






A série Company of Heroes voltou, com o terceiro jogo da franquia chegando quase 10 anos depois de Company of Heroes 2. Com Company of Heroes 3, a Relic Entertainment, que desenvolveu o jogo e tem a SEGA como distribuidora, espera atrair os fãs e também novos jogadores com boas inovações com este lançamento, dando ao jogo uma campanha tradicional baseada em missões no norte da África, juntamente com uma nova campanha dinâmica na Itália, que adiciona um mapa que lembra Total War, ao lado dos encontros de combate em tempo real padrão do jogo.

Entre o ressurgimento de Age of Empires, o lançamento de Command and Conquer Remastered e o retorno de Company of Heroes, é seguro dizer que o gênero de estratégia em tempo real está ressurgindo com tudo e em Company of Heroes 3 vemos logo de cara um novo campo de batalha dinâmico, sendo uma das maiores mudanças na franquia. Esse novo recurso torna o ambiente do campo de batalha mais realista e adiciona uma camada de autenticidade. Um exemplo é quando as tropas do jogador se movem por uma floresta, árvores e arbustos caem ao seu redor, deixando até mesmo marcas após a batalha.

Outro recurso que foi adicionado ao jogo é que agora cada unidade tem sua própria barra de saúde e status, onde o jogador pode verificar durante o combate. As tropas em combate agora também são afetadas pelo ambiente circundante, como clima e terreno, adicionando mais profundidade e estratégia ao loop de jogo. Uma mecânica importante introduzida em Company of Heroes 3 é adicionar ênfase na verticalidade e fazer com que os jogadores prestem mais atenção ao posicionamento de suas tropas. O terreno alto seria mais vantajoso do que uma cobertura bem construída, pois atirar de uma posição mais alta pode contornar a cobertura de inimigos baixos. 

A lista de novas mecânicas não para por aí. As casas sempre foram difíceis de atacar, já que os jogadores precisariam de equipamentos especiais, como lança-chamas e exploradores para romper os edifícios. Neste novo jogo, a maior parte da unidade de infantaria especializada em combate de curto e médio alcance tem sua própria habilidade única de romper edifícios, permitindo-lhes limpar as casas ocupadas pelo inimigo com facilidade. As unidades blindadas possuem blindagem lateral, onde o dano é calculado separadamente com base na espessura da armadura e na resistência a danos, o que abre mais possibilidades para ataques blindados e contra-ataques. Quando a barra de saúde de um veículo chega a zero, ele pode não ser completamente destruído, mas ainda pode ser útil, pois pode ser usado como cobertura para unidades de infantaria. Também é mais sensato economicamente usar caminhões de reparo para consertar totalmente seus veículos danificados, em vez de gastar mais recursos para construir um novo. 

Falando em economia, minha única reclamação com este jogo é quanta ênfase eles colocam no gerenciamento de recursos em certos cenários. Com a forma como seus recursos são limitados no início do jogo, é aconselhável retirar os soldados feridos de volta para a base, em vez de treinar novas tropas, pois o custo é alto. Embora isso adicione realismo ao jogo, também diminui o ritmo geral do jogo, o que pode frustrar jogadores novos e impacientes, que preferem um combate mais rápido em seus jogos de estratégia e poderão achar que um jogo cansativo com seu combate realista, algo que definitivamente não irá incomodar os fãs da franquia.

Company of Heroes 3 faz o possível para incluir alguns recursos fáceis de usar para ajudar a facilitar a entrada de novos jogadores no jogo e uma delas é que a construção de edifícios agora é automática e não requer mais engenheiros. O processo de reabastecimento de tropas na retaguarda após a retirada das forças da linha de frente agora é uma opção automática opcional. Isso ajuda a eliminar a etapa tediosa de fazer com que os jogadores reabasteçam suas unidades uma a uma e reduz a quantidade de operações. Fora ainda que o game também oferece um modo iniciante e um guia estratégico para ajudar os novatos a aprender gradualmente as estratégias do jogo. No modo iniciante, os jogadores podem se familiarizar com as operações básicas e regras do jogo sem precisar se preocupar com desafios avançados. Enquanto o guia estratégico permite aos jogadores aprender sobre os diversos tipos de tropas e unidades no jogo, juntamente com seus pontos fortes e fracos.

Visualmente, Company of Heroes 3 parece impressionante e faz um trabalho incrível apresentando uma atmosfera realista ambientada na Segunda Guerra Mundial. O cenário geral e os designs dos personagens do jogo são minuciosamente detalhados, com a inclusão de uma variedade de diferentes efeitos climáticos, como a chuva, deixando o jogo parece mais vivo. Além disso, a animação do jogo, juntamente com seus efeitos especiais é excelente e enviar suas unidades para o combate e ver as belas animações e efeitos como chamas, detritos voadores de prédios destruídos e efeitos de poeira passam uma sensação de satisfação. Também há muita atenção sendo colocada no design de som, um aspecto em que muitos jogos tendem a passar despercebidos. A tração mecânica dos tanques que atravessam as terras, as rajadas explosivas das armas de infantaria e até vários sons ambientais são elaboradas com cuidado. Diferentes personagens e unidades no jogo também têm diferentes vozes e respectivos efeitos sonoros, o que apenas aumenta o realismo do jogo.

No geral, Company of Heroes 3 é um jogo de estratégia em tempo real agradável. O design visual e sonoro junto com sua atmosfera envolvente adiciona realismo ao jogo e ao combate, com uma jogabilidade bastante aprimorada em relação aos títulos anteriores e a introdução de novas mecânicas acaba adicionando uma boa profundidade estratégica ao jogo.

Nota: 4/5
Trailer:


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