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GHOSTBUSTERS: MAIS ALÉM | Crítica do filme



É sempre um grande risco mexer com franquias clássicas que já possuem grande base de fãs. Exemplos de fracassos são vários e nem precisamos de muito tempo para ir citando alguns. 

Os Caça-Fantasmas é uma das franquias mais icônicas dos anos 1980 e tem uma grande massa de fãs, muitos desses extremamente fechados a novidades, ainda mais depois do fiasco que foi o remake lançado em 2016 com um elenco feminino composto pela superestimada Melissa McCarthy, além de Kristen WiigKate McKinnon e Leslie Jones, e não podemos esquecer de uma patética atuação de Chris Hemsworth. 

Agora no final de 2021, uma nova adaptação da franquia foi lançada, intitulada Ghostbusters: Afterlife (Ghostbusters: Mais Além / Os Caça-Fantasmas: Mais Além), que aposta em um elenco jovem, mas que dá sequência a história dos filmes originais, sem descartar o quarteto composto por Bill Murray como Venkman, Dan Aykroyd como Ray, Harold Ramis como Spengler e Ernie Hudson como Winston, além das "coadjuvantes" de Annie Potts e Sigourney Weaver.

O novo elenco protagonista conta com Finn Wolfhard (Stranger Things), Mckenna Grace (Capitã Marvel/Young Sheldon), Paul Rudd (Homem-Formiga), Carrie Con (Vingadores: Guerra Infinita/Vingadores: Ultimato), Celeste O'Connor e Logan Kim.

Começando a falar sobre o filme, me sinto na obrigação de já citar o grande ponto positivo de Afterlife, que é o respeito a obra clássica, algo como o que vemos na série Cobra Kai. Nada foi descartado, na realidade, um universo para a franquia foi aberto e mais detalhado. Isso se deve ao fato de termos na direção Jason Reitman, que é filho do diretor original da franquia, Ivan Reitman.

Infelizmente, o ator Harold Ramis não está mais entre nós, uma vez que seu falecimento ocorreu no ano de 2014, mas ainda assim, sua presença no filme não foi excluída. Mesmo não estando presente fisicamente, a essência de seu personagem ali estava, e a sua cena final foi bem elaborada e uma bela homenagem ao ator.

Mesmo não sendo focada no elenco clássico, vemos em Afterlife uma possível passagem de bastão caso haja algum interesse em manter a franquia, uma vez que novos Caça-Fantasmas surgiram, mas também temos um ótimo fechamento. O vilão é ninguém menos que Gozer, que se mantém na forma "humana", mas ainda assim, o Sr. Stay Puft  não foi esquecido e sua presença trouxe cenas bastante divertidas.

Quem assiste um filme dos Caça-Fantasmas, não busca uma história complexa e cheia de reviravoltas, mas sim algo simples, divertido e com cenas exageradas, e Afterlife é competente em entregar isso, mesmo que seu elenco juvenil, compreensivelmente, não consiga se equiparar em atuação e timing cômico que vemos em Murray, Aykroyd, Ramis e Hudson.

Em minha opinião pessoal, vejo Afterlife como um fechamento e uma bela homenagem, espero que não tentem usar a franquia como caça-níqueis como foi feito em 2016. Também recomendo aos fãs das antigas, que dêem uma chance a essa nova produção, como uma forma de revisitar esse ótimo universo, e um pequeno spoiler, a cena final é simplesmente fantástica, vale muito a pena assistir o filme só por ela.

Nota: 3,5/5.
Trailer:



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