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TRAIN VALLEY - CONSOLE EDITION | Review



Train Valley: Console Edition é desenvolvido pela Flazm e publicado BlitWorks Games. O jogo original foi lançado em 2015 para PCs e iOS, com sua sequência chegando em 2018. Essa nova versão foi lançada para Nintendo Switch, Playstation 4 e Xbox One.

Essa versão para consoles busca trazer melhorias ao game original, embora não sejam tantas, e também conta com novo conteúdo, presente na DLC da Alemanha, que começa com a 1ª Guerra Mundial e vai até a Queda do Muro de Berlim e o moderno Aeroporto de Frankfurt. Os jogadores também passarão por campanhas na Europa, Américas, Japão e URSS.

Train Valley nada mais é que um Puzzle onde o jogador precisará conectar diferentes estações de trem de forma a enviar remessas entre elas. O jogo em si é bastante simples, trazendo em cada nova fase, três objetivos que deverão ser atingidos pelos jogadores, mas que não implicam em game over. O game over, aliás, ocorre somente quando o jogador não se planeja bem e leva sua empresa a falência, o que pode ser mais fácil de ocorrer do que imaginamos.


Train Valley é bastante intuitivo ao jogador leigo, que rapidamente consegue pegar o jeito com seus controles, que é realmente muito simples, consistindo basicamente em controles de construir e demolir ferrovias, mandar trens entregarem remessas, pará-los e mudar seu sentido durante a rota e posicioná-los da melhor forma possível.

Isso vale é claro para quem estiver jogando no PC utilizando teclado e mouse, ou em seus ipads utilizando a tela touch screen. Fizemos essa review na versão para PC, mas ligamos um joystick para ter a experiência também de como seria nos consoles, e é necessário dizer que não foi bem executada essa migração. Os controles do jogo no joystick são bem limitados e por vezes irritantes, o que pode levar muitos jogadores a desistir do jogo. Para se ter ideia, quando o jogador precisar mexer em algum trilho do outro lado da tela, ele precisará ir pulando de ramificação em ramificação, deixando a experiência maçante.


Train Valley possui dois modos de jogo, o livre e o clássico. O modo livre serve como uma espécia de modo treino, onde não há orçamento nem objetivos a serem cumpridos e o jogador apenas precisará criar suas ferrovias de forma a cumprir todos os objetivos. Esse modo se torna interessante para estudar os diferentes cenários e melhorar sua forma de construir as estradas de ferro, se tornando um construtor mais eficiente.

Isso se dá ao fato de que quanto mais rápido a entrega for realizada, melhor será o valor recebido por ela. Dentro de sua curva de aprendizado, o jogador irá notar como construirá ferrovias mais eficientes e gastando menos trilhos na medida em que for jogando.

O modo clássico é onde está o real desafio em Train Valley. O jogador possui aqui um valor inicial de dinheiro e alguns objetivos para cumprir durante a fase. Vale destacar que o jogo possui 30 mapas, que são divididos em 5 capítulos contendo 6 mapas para. Através do modo clássico que são liberados os mapas para o modo livre.

Os objetivos de cada mapa servem para aumentar o desafio do jogador mas não impedem que o mesmo avance na "história" do game. Aos mais perfeccionistas que buscam platinar games, esses objetivos garantirão um pequeno fator replay, que pode te prender por horas a fio no jogo, que é bastante relaxante para seu nicho de jogadores, mas pode acabar afastando quem espera uma jogatina mais frenética.

Na parte sonora, o jogo não vai tão bem, trazendo músicas que podem não agradar, nada que não seja facilmente corrigido com o jogador colocando sua playlist particular tocando enquanto joga. Graficamente, Train Valley traz mapas bem detalhados e limpos, que ajudam e muito em sua ambientação. O jogador irá explorar mapas icônicos da história mundial, podendo destruir construções, criando pontes e túneis, indo de ferrovias simples e diretas, a obras complexas que comportem vários trens simultaneamente.


Em suma, Train Valley se apresenta como uma ótima opção para os jogadores de seu nicho e também àqueles que buscam algum diferente para se aventurar, fugindo dos clichês do mercado de games atual. Esse port para consoles chega 7 anos após o lançamento original e é mais uma opção para os jogadores de Ps4, Xbox One e Switch, mas com certeza a sua versão para PC continua sendo a mais recomendada devido ao combo teclado+mouse. 

Vale destacar ao final desse texto, a imensa variedade de bons jogos indies que vem sendo lançados ultimamente, que batem de frente e por vezes são capazes de superar títulos AAA de alto orçamento e grandes desenvolvedoras que pecam no principal em um game, que é "por uma alma" em seus produtos.

Nota: 3,5/5.




Trailer:

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